13.12.08





EMENTA CULTURAL

(Rotas da ilha verde)

Serão de Contos e Poesia
Com cem livros

Rotas da Ilha Verde

Seg. 15 Dez21h30

Os livros estarão dispersos. As pessoas chegam. Os livros gostam de ser tocados, manuseados, lidos. As pessoas podem tocar, manusear, ler. Pode ler-se em voz alta e partilhar. Um conto, uma poesia. É possível trazer de casa um conto ou um poema num livro, num guardanapo de papel, numa folha de jornal, na memória... e contar, dizer, falar. Pode-se apenas escutar... À volta de 100 livros ou tendo-os por almofada, alguma coisa há-de acontecer.


Apoio: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada

9.12.08

Ementa Cultural( Rotas da Ilha Verde)











III EMENTA DO DIA
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOSTER.

10 DEZEMBRO
18h00Rotas da Ilha Verde



CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA'



CRASH (Colisão) de Paul Haggis

21h30

Rotas da Ilha Verde






SERÃO À CONVERSA sobre "Direitos Humanos"
E porque hoje se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vamos conversar sobre isso. Em jeito de tertúlia, entrada e participação aberta a quem vier por bem!

.......CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA"

Talvez os Direitos Humanos sejam o fio unificador destas escolhas. E porque creio que através da Arte se pode ir transformando este mundo em que vivemos num outro mundo onde sonhamos viver. Assim seja, também, através do cinema. Aqui. Agora.

CRASH (2004) (Colisão)
Realização: Paul Haggis
EUA. Dra. 112' (legendado em português)

"O filme começa com a chegada de dois detectives ao local de um crime. E daí, antes de nos informar sobre o que quer que seja que ambos estejam lá a fazer, recuamos até ao dia anterior e seguimos a vida de um largo conjunto de personagens, todos habitantes da grande metrópole que é Los Angeles. E o que têm todas estas personagens em comum? À partida, muito pouco, uma vez que o principal tema do filme reside precisamente na diferença, mais concretamente entre raças, credos, religiões e personalidades. Mas por outro lado, todos eles viverão ao longo de um dia em confronto com o racismo, a intolerância, o medo, o amor..." Paulo Costa

TER. 10 DEZEMBRO
21h30
Rotas da Ilha Verde
SERÃO À CONVERSA sobre "Direitos Humanos"
E porque hoje se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vamos conversar sobre isso. Em jeito de tertúlia, entrada e participação aberta a quem vier por bem

8.12.08



EMENTA DO DIA
TER. 9 DEZEMBRO
21h30Rotas da Ilha Verde

CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA'Talvez os Direitos Humanos sejam o fio unificador destas escolhas. E porque creio que através da Arte se pode ir transformando este mundo em que vivemos num outro mundo onde sonhamos viver. Assim seja, também, através do cinema. Aqui. Agora.
LES GLANEURS ET LA GLANEUSE (2000)(Os respigadores e a respigadora)Realização: Agnès VardaFr. doc. 82' (legendado em português)Respigar: apanhar as espigas que ficaram no campo depois de ceifadoA partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas (detritos, sobras) que os outros não querem ou deixam para trás. A respigadora, nesse sentido é Agnès Varda, que experimentando pela primeira vez uma pequena câmara digital, se quer assumir como uma "recuperadora" das imagens que os outros não querem ver nem fazer, e que portanto deixam para trás ("le filmage est aussi glanage"). Um filme lúcido e livre, mediado pelas "mãos que envelhecem" da própria cineasta.
Cannes 2000 – Selecção Oficial Fora de Competição Prémios Europeus de Cinema 2000 - Melhor DocumentárioMelhor Filme 2000 - Sindicato Francês dos Críticos de Cinema Hugo de Ouro para Melhor Documentário - Festival Internacional de Cinema de Chicago 2000 XI Encontros Internacionais de Cinema Documental – Amascultura 2000"Nunca filmo pessoas de que não gosto" - Agnès Varda
O mês de Dezembro no Rotas

CINEMAas escolhas do Supid
Sex 5Dez18h00
Ladri di bicicletti
Realização: Vittoria de Sica93'

CINEMAas escolhas da Maria
Ter 9Dez21h30
Les glaneurs et la glaneuse
Realização: Agnès Varda79'

CINEMAas escolhas da Maria
Qua 10Dez18h00
Colisão
Realização: Paul Haggis

CINEMAas escolhas do David
Qui 11Dez18h00
Dr. Estranho Amor ou: Como aprendi a deixar de me preocupar e a amar a bomba (1964)(Dr. Strangelove or: how i learned to stop worrying and love the bomb)Stanley Kubrick90'

CINEMAas escolhas do Supid
Sex12Dez18h00
Tokyo Monogatari
Realização: Yasujiro Ozu130'

CINEMAas escolhas do Supid
Sáb 13 Dez18h00
Le charme secret de la bougeoisie
Realização: Luis Buñuel141'

CINEMAas escolhas do David
Seg 15Dez18h00
Delírio em Las Vegas (1998)(Fear and Loathing in Las Vegas)Terry Gilliam120'

CINEMAas escolhas do Supid
Ter 16Dez21h30
Breaking the waves
Realização: Lars Von Trier153'

CINEMAas escolhas do David
Qua 17Dez21h30
Felicidade (1998)Happiness
Todd Solondz134'

CINEMAas escolhas do Supid
Qui 18Dez21h30Bin-Jip
Realização: Kim Ki-Duk90'

CINEMAas escolhas da Maria
Sáb 20Dez21h30
Baraka
Realização: Ron Fricke92'

4.12.08

Sexta-feira às 18h00

Dia 5 de Dezembro pelas 18h00
NEO REALISM
LADRI DI BICICLETTE (1948)(LADRÃO DE BICICLETA)(Itália, 93 mins, P&B, Portuguese Subtitle)
Realizador : Vittorio De Sica
Script : Cesare Zavattini
Roma, anos duros do pós-guerra. Fome, miséria e desemprego. António Ricchi procura trabalho, qualquer um. Depois de muitas tentativas, surge-lhe um emprego como afixador de cartazes publicitários nas ruas de Roma. António sente-se feliz, assim como a mulher e o filho que trabalha numa gasolineira. No primerio dia de trabalho, um ladrão rouba-lhe a bicicleta. António fica desesperado porque sem ela não pode trabalhar. Está de tal maneira perdido que, no fim, a única solução para todos os males é roubar uma bicicleta

uma proposta de Sudip Chattopadhyaya

27.11.08

E para Sexta-feira dia 28....temos para si!!!

Sopa de Feijão Verde

Esparguete com Bróculos, cogumelos e beringela

Pasteis de legumes

25.11.08

Hoje temos para si...

Sopa de Feijão

Beringela Recheada

Masssa de Legumes Salteados

Infusão Paixão de Inverno

28.10.08

hoje fizemos para si

sopa de couve-flor

beringelas com mangericão

cannelonis de soja

27.10.08

hoje fizemos para si

sopa de feijão verde

tortilha de legumes no forno

grão de bico com alho francês

22.10.08

Hortofrutícolas: os superalimentos do século XXI

O baixo consumo de hortícolas e frutos está entre os 10 principais factores de risco para a mortalidade global – causando, cerca de 31% da doença isquémica cardíaca e 11% dos enfartes.
Calcula-se que cerca de 2,7 milhões de vidas podem ser potencialmente salvas todos os anos se se aumentasse o consumo de hortofrutícolas - ex. entre 20-30% dos cancros do tracto gastrointestinal superior podiam ser prevenidos.

O consumo regular de hortofrutícolas actua na regulação dos níveis de colesterol sanguíneo, prevenindo assim doenças cardiovasculares e hipertensão arterial; são um aliado no controlo de peso, por terem um baixo valor energético; exercem uma acção preventiva de vários cancros; são benéficos no funcionamento da flora e trânsito intestinal; previnem a diabetes tipo II; entre muitos outros benefícios para a saúde.

O segredo dos benefícios deste grupo de alimentos reside na variedade de sabores, texturas e propriedades nutricionais. Têm uma elevada riqueza em vitaminas, minerais, fibras, água e compostos protectores (flavonóides) que ajudam a regular o organismo. Acresce a tudo isto o poder antioxidante que fornece, importante para a protecção das células, já que combatem a acção dos radicais livres. Em conjunto, estes nutrientes têm propriedades protectoras que fazem dos hortofrutícolas alimentos vitais!

Uma forma interessante de avaliar os efeitos dos hortofrutícolas sobre a saúde poderá ser através da sua cor:
- Cor branca (banana, pêra rocha, melão, alho francês, nabo, alho, couve-flor, …), ricos em fitoquímicos, alicina e potássio, diminuem os níveis de colesterol, melhoram o sistema cardiovascular e previnem a diabetes tipo II;
- Cor verde (abacate, kiwi, maçã verde, uvas verdes, aipo, brócolos, alface, espargos, couve galega, espinafres, pepino, alface, …), ricos em luteína, vitaminas C e K, potássio e ácido fólico, permitem a manutenção da pele jovem, conferem acção antioxidante, melhoram a visão e formam o tubo neural do feto;
- Cor vermelha (morangos, cereja, melancia, romã, tomate, rabanetes, pimento vermelho, …), ricos em licopeno e antocianinos, melhoram o sistema cardiovascular, previnem alguns tipos de cancro e melhoram a capacidade de memória.
- Cor amarelo-laranja (meloa, limão, papaia, pêssego, ananás, manga, dióspiro, laranja, abóbora, cenoura, …), ricos em β-caroteno, vitamina C, ácido fólico e potássio, reforçam o sistema imunológico e a cicatrização, melhoram a visão e mantêm a pele jovem.
- Cor roxa (ameixa, mirtilo, amora, figo, uva vermelha, maracujá, beringela, beterraba, couve roxa, …), ricos em fitoquímicos e antioxidantes, combatem o envelhecimento, previnem o aparecimento de determinados cancros, preservam a memória e melhoram o funcionamento do sistema urinário.

Devemos procurar variar ao máximo os hortofrutícolas que ingerimos, distribuindo o seu consumo por todas as refeições do dia – desde o pequeno-almoço até às refeições principais, sem esquecer as intercalares. É também importante dar asas à imaginação e ingerir hortofrutícolas de diferentes formas para assim quebrar a monotonia e potenciar o seu consumo.
A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão alimentar de pelo menos 400g/dia de frutos e produtos hortícolas para a prevenção de doenças crónicas. Por outro lado, a Roda dos Alimentos Portuguesa aconselha o consumo diário de 3-5 porções de frutos* e igualmente o mesmo número de porções de produtos hortícolas**.

Desta forma, para que possamos usufruir de um bom estado de saúde, devemos ter uma alimentação completa, colorida, equilibrada e variada. Assim, os componentes funcionais dos alimentos terão a sua máxima acção, protegendo-nos das principais doenças do século XXI.

Siga o conselho: Coma mais hortofrutícolas e desfrute de todas as potencialidades destes superalimentos!

* 1 porção:1 peça de fruta - tamanho médio (160g)
** 1 Porção: 2 chávenas almoçadeiras de hortícolas crus (180g) ou 1 chávena almoçadeira de hortícolas cozinhados (140g)



Autor: Associação Portuguesa dos Nutricionistas

hoje fizemos para si

15.10.08

hoje fizemos para si

sopa de tomate

quiche de legumes

esparguete ao pesto

13.10.08

hoje fizemos para si

creme de courgette

strogonoff de soja

pasteis de grao de bico assados

8.10.08

hoje fizemos para si



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6.10.08

hoje fizemos para si



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4.10.08

Tofu com espinafres e cogumelos

Ingredientes (para 6 pessoas):
2 colheres de azeite
1 cebola picada
200g de cogumelos
200g de abóbora picada
1 cenoura picada
300g de espinafre picado
1 colher de chá de alho
700 gramas de tofu esfarelado
1/2 chávena de molho de soja

Preparação:
Doura a cebola, os cogumelos, a abóbora e a cenoura no azeite em lume médio durante 5 minutos. Adiciona os espinafres e os temperos, e cozinha cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente. Mistura o tofu esfarelado e o molho de soja e deixa cozinhar mais 5 minutos.

http://www.centrovegetariano.org

1.10.08

hoje fizemos para si

sopa de alho francês

feijoada de ananás

arroz ao forno
c/ molho de tomate, tofu e queijo

30.9.08

hoje cinema no jardim A. Borges - Stromboli



Depois de assistir Stromboli fez muito mais sentido a aproximação que fazem entre Rossellini e Rohmer. Há momentos neste filme que o estilo é muito parecido ao do diretor francês. O registro de personagens (historicamente) pequenos; pouca preocupação, ou até mesmo uma provocação fleumática com a progressão dramática; a atenção nas relações do cotidiano e na tensão entre personagens que vêem o mundo de maneira diferente.

Mas o que parece diferir Rohmer de Rossellini é que este, através personagens e suas histórias, faz um comentário alegórico sobre a Itália recém saída da segunda guerra mundial. Este comentário é o do processo que um país antigo (o sul da Itália, principalmente) começa a passar com a entrada de elementos modernos em sua sociedade. Esta é claramente a situação de conflito do casal do filme, Antonio (Maro Vitale) e Karin (Ingrid Bergman), e de Karin com o povoado de Stromboli.

A ilha de Stromboli representa o antigo, o estagnado, o primitivo. Um aglomerado de pessoas que vive em forte ligação com a natureza, tendo a brutalidade impessoal dela no seu modo de existir, como quando Antonio mata um coelho com um furão, ou a cena da pesca de atum. Nesta última em especial, vemos outra parte do estilo do filme de Rossellini, o registro bastante documental das ações do povoado.

O povo age como parte constituinte da geografia local se adaptando as atividades do Vulcão, símbolo maior do primitivismo local. Exemplo disso é a cena em que o vulcão entra em erupção e o povoado todo se ilha em barcos no meio do mar. Essa relação do vulcão, o gigante que cria e destrói, parece ser a imagem perfeita deste modo de ser primitivo, que vive em ciclos, que respeita o que é bruto e antigo, que não muda (há isso também em A Terra Treme, de Visconti). Do outro lado temos a desolada Karin, refugiada de guerra, de origem do leste europeu, mas de hábitos cosmopolitas. E são seus hábitos também um dos pontos de conflito com seu marido e o povoado.

Independência, adultério, futuro, são algumas das questões confrontadas. Mas cabe ressaltar que a direção nunca põe os hábitos cosmopolitas acima dos primitivos. O registro documental, como na citada parte da pesca, mostra o olhar interessado de Rossellini pelo povo, assim como no final dramático, quando Karin tenta confrontar o vulcão e é engolida pela onda de pó, admitindo que não só o povoado está perdido, mas ela também. O que parece interessar é o confronto desses dois polos, essa situação complexa materializada no filho a vir do casal Antonio e Karin, no futuro da Itália.

Por último não poderia deixar de falar de Ingrid Bergman. Este é o primeiro filme em parceria do casal e também o momento do episódio polêmico em que Rossellini e Bergman começaram o seu caso que chocou a imprensa da época. Contudo, vendo o filme com um suposto olhar de realizador, este olhar que o cinéfilo sempre tenta se aproximar e pegar emprestado, não há de fato, entendendo assim a posição de Rossellini, como resistir a imagem de Ingrid Bergman.

le-pickpocket.blogspot.com
Postado por Lucian Chaussard

hoje fizemos para si



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22.9.08

amanhã 21.30h cinema no jardim António Borges




Eu, um Negro
Moi, un Noir (França, 1959).

De Jean Rouch. Cores. Duração 73’.

Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados em meio à civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.

hoje fizémos para si



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19.9.08



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17.9.08

15.9.08

A batalha de Argel no jardim António Borges - luk at da treiler

Cinema amanhã no rotas jardim, 21.30h


A Batalha de Argel
A luta do povo argelino por sua libertação do jugo do colonialismo francês, apresentada no filme de Gillo Pontecorvo, tem como fio condutor a história de integrantes da Frente de Libertação Nacional (FLN), Ali-la-Pointe e seus companheiros que resistem na Casbah, o maior bairro popular da capital Argel. O filme apresenta um período desta luta, marco histórico no processo de libertação de colônias européias na África. A ação se passa entre 1954 e 1957 e o diretor, que mistura ficção e fatos reais, trata com veracidade a resistência argelina e a violência do exército francês, obtendo como resultado um “quase” documentário, intenso, emocionante, que mantém o espectador em suspense do início ao final do filme.

O coronel Mathieu (inspirado no coronel Jacques Massu – o carrasco de Argel) utiliza e defende abertamente a tortura para desbaratar a resistência argelina e manter o país sob domínio dos franceses. A tese - o uso da tortura e da humilhação como principal forma de combate - foi defendida publicamente em 1961, pelo coronel francês Roger Trinquier em seu livro "La guerre moderne", que serviu de “referência” para a “assessoria” de militares americanos em golpes de estado em países da América Latina. Há dois anos, segundo noticiou o jornal The New York Times, o filme foi exibido no Pentágono a militares norte-americanos inconformados com a tenaz resistência do povo iraquiano.

Em 1954, humilhados pela derrota da batalha de Diên Biên Phu imposta pelos vietnamitas, militares franceses radicalizam a violência contra os argelinos com o intento de manter seu domínio de mais de cem anos sobre o país, iniciado em 1830. A França ganharia uma batalha, mas perderia a guerra.

O filme, um clássico (agora em cópia restaurada), traz ao final uma das mais belas e emocionantes cenas do cinema.

A Batalha de Argel ganhou o Leão de Ouro e o prêmio Fipresci (da Federação Internacional dos Críticos), no Festival de Veneza em 1966. O filme foi banido na França até 1971 e o primeiro cinema que o exibiu sofreu um atentado. Ficou proibido no Brasil no período de ditadura militar.


A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri, Argélia/Itália, 1965)
Direção: Gillo Pontecorvo
Roteiro: Gillo Pontecorvo, Franco Solinas
Música: Ennio Moricone e Gillo Pontecorvo
Fotografia: Marcello Gatti
Elenco: Brahim Haggiag, Jean Martin, Yacef Saadi, Samia Kerbash, Ugo Paletti, Fusia El Kader, Mohamed Ben Kassen.
Produção: Casbah Films, Argel, em colaboração com Igor Film, Roma
Longa-metragem, P&B, legendas em português
Duração: 117 min

A Batalha de Argel conquistou e conquista público em todo o mundo. Após assistir o filme, Marlon Brando afirmou em entrevista que só filmaria na Europa se fosse com Pontecorvo. Dessa “parceria” nasceu outro clássico, dirigido por Pontecorvo, Queimada (1969), estrelado por Brando e Evaristo Márquez, sobre a dominação colonial nas Caraíbas.



Gillo Pontecorvo

Nasceu em Pisa, Itália, em 1919. Ligado ao Partido Comunista, começou a trabalhar como jornalista nos anos 1930; foi correspondente em Paris de jornais italianos. Ao final da II Guerra, tornou-se assistente de Joris Ivens, Yves Allégret e Mario Monicelli. Nos anos 50, dirigiu documentários antes de estrear na ficção com Giovanna, episódio do filme Die Vind Rose, (1954) sobre uma operária da indústria têxtil. Dirigiu também A Grande Estrada Azul (1957), Kapò (1959), Queimada! (1969), Ogro (1980), O adeus a Enrico Berlinguer (1984), Firenze, il nostro domani (2003).

Cenas do filme:

hoje temos para si

“Corredor” aposta na formação cultural

Propor uma abordagem diferente à Cultura nos Açores, sobretudo no que toca à formação nos mais variados campos artísticos”, é um dos objectivos da Associação Cultural Corredor, que tem vindo a apostar na diversificação e animação das noites no Jardim António Borges, em Ponta Delgada.
A Associação Cultural Corredor nasceu em Janeiro de 2008 e, segundo um dos seus elementos, Mário Roberto, a abordagem diferente que a “Corredor” quer dar à Cultura nos Açores passa, essencialmente, por “incentivar a nossa cultura”, afirmando que a cultura na Região “está de pernas para o ar, uma vez que não estamos a produzir nada na área cultural, enquanto que estamos a receber muita coisa de fora”, afirma. Para além disso Mário Roberto alega não deixar de ser interessante receber influências de fora dos Açores, mas “o mais interessante ainda é transformar essas influências em produção nossa e acho que é isso que falta”, afirma.
Em parceria com a Cooperativa Cultural Descalças e com o Rotas Jardim, a Associação Corredor apresenta no mês de Setembro um variado leque de actividades que abrangem as áreas da Música, Cinema, Literatura e Teatro.
Das actividades a realizar destacam-se os concertos ao vivo de Teresa Gentil, Luís Alberto Bettencourt e Maninho e Banda; as noites de cinema documental, que se realizam todas as terças-feiras até 30 de Setembro e a apresentação final da Oficina de Teatro, que se realizará no dia 20 de Setembro.
Segundo, Tiago Melo Bento, também membro da associação, “o Jardim António Borges é um sítio que propicia que as pessoas se sintam mais confortáveis do que noutros espaços”, para além disso acrescenta que, principalmente nas noites dedicadas ao Jazz “consegue-se juntar a harmonia do espaço com a música de qualidade, o que acaba por resultar muito bem.”
Ademais, refere que “embora não tenha havido muita divulgação, as pessoas têm aderido muito bem às iniciativas e estão contentes com o que se faz aqui.”||

Açoriano Oriental
Hoje

12.9.08

hoje temos para si




creme de grão de bico

quiche de alho francês e cogumelos

courgette e beringela com molho de açafrão

11.9.08

O Rotas é um bom vício





A revista Bons Vícius incluíu na sua última edição uma simpática referência a esta vossa casa. Pelo facto, os nossos agradecimentos.

hoje temos para si






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10.9.08

hoje temos para si






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9.9.08

Hoje cinema no Rotas Jardim - jardim António Borges

Onde fica a casa do meu amigo?
de Abbas Kiarostami
jardim António Borges - Ponta Delgada
21.30h




Um rapaz traz por engano um caderno de um colega. A pensar que ele será castigado por não apresentar os trabalhos de casa feitos no dia seguinte, este rapaz parte numa aventura para entregar o caderno.
Este é o primeiro da chamada "Triologia do Terramoto".


Sobre o realizador:

Abbas Kiarostami (عباس کیارستمی em Persa) (22 de Junho de 1940, Teerão) é um cineasta iraniano que em 1987 recebeu a Palma de Ouro pelo filme Gosto de Cereja.

Após ter terminado a licenciatura em Belas-Artes pela Universidade de Teerão, resolveu dedicar-se ao cinema, primeiro como assistente de realização, depois como realizador.

Estreou-se com o filme Nan Va Koutcheh em 1970. Rapidamente, Kiarostami se destacou pela visão realista que oferecia sobre a sociedade iraniana. Contudo, o filme que projectaria a sua carreira a nível internacional foi Khane-ye Doust Kodjast? (Onde é a Casa do Amigo?, 1987), onde realça a história de um menino natural de uma aldeia pobre, que foge de casa para procurar um companheiro de turma, na ânsia de lhe devolver um caderno.

Nunca deixando de ser um realizador visionário, procurou seguidamente apresentar uma nova visão da mulher iraniana contemporânea em Ten (2002), um filme profundamente marcado pelo intimismo e pela discussão filosófica.

matines-cinefilas.blogspot.com

hoje temos para si

Michael Wimberley - demonstração de jambé