11.7.06

Discurso do Secretário Regional da Hotelaria e Actividades Conexas

Exmºos srs proprietários, desta magnífica sede da nova empresa de acompanhantes da nossa região, meus senhores e minhas senhoras

Neste momento de profunda alegria para todos, cumpre-me a grata tarefa de proferir umas breves palavras sobre a importância de iniciativas do género para o desenvolvimento da nossa região.



Desde tempos imemoriais as pessoas precisam de estar acompanhadas. É uma necessidade básica até para os mais solitários que acabam por arranjar um gato ou um cão para acompanhante e até em certos casos um tamagochi ou uma boneca insuflável.

Mas isto deixou de ser necessário. O açoriano já não vai ter de se preocupar com as pulgas e carraças dos seus animais de estimação, nem de levar pouco a pouco com o apito irritante do tamagochi, muito menos ir encher os seios mais flácidos da boneca à estação de serviço mais próxima. Em boa hora os digníssimos proprietários desta casa, decidiram dotar a região dum serviço de acompanhantes e fizeram-no duma forma sóbria e nada ostensiva. Por exemplo como poderão verificar na faixa que se encontra no exterior deste edifício nem há a mínima alusão ao serviço de acompanhantes. A discrição parece ser a máxima utilizada por esta empresa. Em vez da menção directa à sua actuividade, optaram por apenas colocar lá : comida vegetariana. E porquê? Como é sabido, uma boa ou bom profissional de acompanhamento age como se fosse um vegetal. Nada de emoções verdadeiras, tudo se faz na melhor tradição da simulação. Pode simular ser uma fogosa e sensual mulher quando na verdade não passa duma batata grelada ou duma beringela a cair de madura. E pode parecer um homem másculo e possante quando na verdade não passa dum pepino engelhado.

Depois esta empresa promove a aproximação entre os povos. Destas quatro paredes não será difícil ver sair e entrar pessoas doutros credos e tradições – gente que veio da zona lusófona da América do sul, de África e do leste europeu e que, a partir daqui hão-de ir fazendo as pessoas mais felizes. Está bem que Portugal não ganhou o campeonato do mundo nos relvados mas é campeão nas empresas como esta, cuja mão de obra provém dos quatro cantos do mundo.


O governo a que pertenço defende a iniciativa privada como motor de desenvolvimento desta região. Este empreendimento só foi possível graças à vontade férrea dum homem que contra tudo e contra todos os pedreiros, carpinteiros, pintores que lhe aconselhavam soluções para a recuperação desta peça valiosa do património arquitectónico da região , disse NÃO, avançando com as suas geniais ideias que revolucionaram o mundo da construção civil, dispersas em singulares desenhos por folhas e mais folhas usadas de lixa e pedaços de madeira, que a seu tempo serão compilados num único volume e comentados pelo autor, para deleite dos estudiosos. João Pacheco de Melo é este homem de vontade indómita, um autêntico moinho de vento de grandes pás e de maiores passos com um coração de tamanho incalculável que tem despertado a curiosidade de cientistas de todo o mundo precisamente pelo tamanho do seu coração, muito difícil de encontrar num só ser humano.

Peço uma salva de palmas para este senhor, claro que isto não é muito protocolar mas vamos abrir uma excepção. Não sei se este senhor se encontra presente...mas

3 comentários:

João Pacheco de Melo disse...

O que tu queres sei eu...

para começar, levar com uns vidros ("cortados a olho") pela cabeça a baixo.

Quem sabe se com esta receita "a coisa" ia ao lugar?

;) ;) ;)

MRob disse...

eh eh eh eh

edgardo disse...

(para gáudio das artes)
deveria dar o bilhete para Engenheiro genial João ir pra Espanhas acabar as obras que Gaudi não acabou

Edgardo